Santa Maria – Dor e Sensacionalismo

Tem coisas que não deveriam acontecer com as pessoas boas. Tem coisas que não deveriam acontecer com nenhum tipo de pessoa. 
Mas, acidentes acontecem. Não tem como a gente prever. Ainda mais no Brasil (mundo), lugar que abriga o berço da discórdia, da injustiça social e da impunidade. Não é todo favelado que é ladrão, não é toda a classe média que trafica drogas. Nem sempre é o civilizado que faz o bem.

Quem construiu esse país foram as pessoas que meteram a mão na massa, foram as pessoas que realmente acreditaram num futuro melhor e promissor. Não foram as pessoas que apenas ficaram falando e falando. Tem mais jeitos de salvar o mundo do que ficar criando evento no Facebook, sendo hipócrita, falso moralista e comprando camisa com material reciclável. 

Pensei muito antes de escrever qualquer texto referente à tragédia de Santa Maria devido a possível onda de comentários alienados que viriam. Ou não. Emissoras de tv e celebridades de todo o mundo se comoveram e mandaram mensagens de todos os cantos do mundo. Não é fácil perder alguém que amamos, não sou insensível. Sim, é triste.

Mais triste ainda, é ver a promoção dos veículos de comunicação e a quantidade exorbitante de sensacionalismo sobre uma tragédia. É sabido que eles têm a função de levar informação ao telespectador. E escandalizar também.

230 sonhos foram destruídos, dizia um post qualquer de uma rede social com pseudo moralistas. A maior tragédia de nossas vidas, disse o grande Carpinejar. A presidente Dilma, cancelou todos os compromissos para ir à Santa Maria. Sim, foi triste, não há como não negar. Há vários culpados, vários problemas bobos que poderiam ser evitados, mas infelizmente aconteceu.

A maioria das vítimas morreram asfixiada, sem sentir nada (?). Mas acho que as pessoas são cegas ou ignorantes ou pelo menos fingem ser. Mais 300 crianças morrem de fome por dia na Somália, 12 mil na África e no Brasil, a nação que diz que “País Rico é País sem Pobreza”. Slogan que contradiz a face oculta (ou pelo menos apagada pela mídia e por uma sociedade boçal). E não é uma morte rápida. Sofrer virou rotina, elas morrem por inanição, e nem sequer passam na TV, ninguém faz luto, ninguém faz corrente de doação. Compartilhar fotos de crianças raquíticas no Facebook não resolve nada. O poder da mídia é incrível!

Não sou insensível, tenho coração. Mas precisamos acabar com o impasse entre século XIX e XXI e sermos mais antenados e não alienados, presentes e não virtual, inteligente, solidários e principalmente realistas e idealistas.

Tem jeito se a gente abrir mão de velhos e maus costumes. Ajudar quem realmente merece ser ajudado, ouvir quem realmente merece ser ouvido, não julgar e aproveitar mais quem deve ser realmente aproveitado. Se nós queremos viver dignamente, devemos agir dignamente. Se queremos ser felizes, devemos, no mínimo, fazer a felicidade dos outros! Como nós podemos cobrar algo que nem nós mesmos damos? Como podemos cobrar segurança se nem nós mesmos somos seguros de nós mesmos?

Não sou insensível, tenho coração. Mas precisamos acabar com o impasse entre século XIX e XXI e sermos mais antenados e não alienados, presentes e não virtual, inteligente, solidários e principalmente realistas e idealistas. 

Memórias Póstumas de um amor em crise

Nunca pensei que um sonho pudesse virar pesadelo. Sonhei, planejei e amei. Nunca acreditei que o danado do amor pudesse ser fatal, dor sem ter remédio pra curar. Sempre acreditei ( e vivi) um amor de contos de fadas, quase perfeito. Acredito que esse amor não exista feliz o casal que encontrar a fórmula do amor perfeito. Sim, há controvérsias.  Nunca imaginei que um dia pudesse ficar numa situação chata dessa. Nunca imaginei perder a inspiração que o amor me trouxe. Confesso que tinha expectativas, não tenho mais. Que casal não briga, né? Não existe (ou pelo menos não nasceram) esse casal.  Não sei se o amor vai acabar agora, talvez acabe amanhã ou nas próximas 24hs, mas nunca será aquele amor perfeito de inicio de relacionamento. Talvez seja hora de dar um tempo e adormecer nossos corações, quem sabe assim ele reviva as velhas esperanças. Tenho certeza que nosso amor foi bem usado, bem aproveitado e o fim dele não deixará cicatrizes. Apesar de nunca senti o gosto dos seus lábios, senti o calor de seus abraços e com certeza foi e sempre será o melhor amor de todos.  Somos unidos de uma forma ou outra, seja no amor ou na amizade, sempre estaremos juntos e que se for o fim, tentaremos entender.

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O amor é algo realmente subjetivo e peculiar dos 20 bilhões de ser humanos que habitam esse abismo popularmente conhecido como Planeta Terra.
Eu, por exemplo, estou sempre apaixonado, nasci, estou vivendo e morrerei apaixonado.  Estou apaixonado, mas não estou namorando!
Quem me dera, poder te ligar na sexta, marcando um cinema no Pathé no sábado e em seguida dividir uma pizza com você. Quem me dera poder comemorar 1 dia, 1 semana, 1 mês ou 1 ano de namoro no shopping, no rodízio ou no açaí da esquina porque viver é melhor que sonhar assim como o real é melhor que o virtual. Quem me dera ser seu vizinho, bater na sua porta pedindo uma xícara de sal mesmo não sabendo cozinhar. Quem me dera ser seus amigos, ser xingado, batido e apelidado. Quem me dera te emocionar, te orgulhar e te fazer chorar por minhas conquistas! Quem me dera ser o garoto dos seus sonhos ou apenas o seu sonho. Quem me dera ter paciência, quem me dera ter a certeza do nosso namoro, quem me dera acreditar que o pra sempre não acaba…

Pensar Eco, é lógico! Sustentabilidade e outras coisas clichês!

Consumismo e sustentabilidade são assuntos clichês atualmente, principalmente quando se trata de reciclagem e reutilização, parafraseando Rita Lee “ninguém sai de cima desse chove não molha”. Mas vamos lá.

Consumir é bom, consumir é muito bom, consumir é legal, mas vivemos no ápice do consumo. Sim, somos consumistas. Vivemos em uma sociedade em que a Apple vale mais que o pão nosso de cada dia, uma grife da Daslu vale mais que o uniforme sujo e manchado pelo trabalho árduo do operário e a televisão de alta definição, parcelada em 24 vezes por uma aposentada qualquer que recebe uma simples pensão do INSS vale mais que um livro de Machado de Assis. Sim, nós somos uns boçais.

E como nada é eterno, todas essas parafernalhas eletrônicas estragam um dia. O correto é descartar o lixo em um ambiente adequado ou até mesmo reutilizá-los e não jogá-los na rua cini faz a “hight society”. Reutilizar é uma prática pouco (?) conhecida, em uma sociedade em que consumir é uma forma de distração, de aliviar a tensão e de ficar calmo, a última coisa que pensariam é na beleza que ficaria a sala de estar com um pedaço de madeira forrada com papel contax marrom formando uma linda prateleira.

Reutilizar é isso, é transformar aquele pedaço da porta do armário Itatiaia quebrada e jogada no porão em estante para a sala de estar, reutilizar é pegar aquele CD da Rouge que ninguém gosta mais e criar uma mandala para decorar o quarto. Reutilizar é dar asas a imaginação, é ser moderno, é ser prático, é ser sustentável.

A reciclagem não é totalmente vantajosa, como se não bastasse  a degradação da vegetação do planeta, os lixões ocupam um enorme espaço, local que poderia ser a vir um arboreto, por exemplo .  Outra desvantagem da reciclagem é o custo de recolha, transporte e reprocessamento.

O ideal seria se os Einsteins, Newtowns e Da Vincis do século XXI inventassem uma máquina de incineração de lixo que não emitisse CO2 via pirólise, por exemplo. Essa realidade pode estar num futuro bem próximo. Enquanto esse futuro próximo, nem tão próximo ou próximo até demais não chega, o jeito é consumir menos, reutilizar mais e reciclar não somente o lixo, mas também nossas ideias. Quem sabe assim o lixo diminua e as Marias, os Josés e os trabalhadores do lixão corram atrás de seus sonhos, porque todos nós temos um sonho e não há resíduos que atrapalhe.

Túlio Deleon

CPM 22 – Fôlego e Inspiração

Existente desde 1995, a banda CPM 22 demonstra o mesmo fôlego e inspiração dos seus primeiros anos, em um som bem particular, caracterizado pela mescla bem sucedida do seu hardcore melódico com suas letras extremamente sentimentais. Entre inúmeras bandas que ganham popularidade e desaparecem do grande público com a mesma rapidez, o CPM 22 conseguiu manter sua popularidade ao longo dos anos, e mesmo depois de tanto tempo de estrada, mantém cativo um grande público, seja este fã de hardcore ou não.

Com um início difícil, a banda gravava demos em fitas K7, e vendia durante seus shows a R$ 2,00, apenas para cobrir custos de produção. Grande parte da divulgação foi boca a boca, até que a banda conseguisse gravar o primeiro álbum em estúdio.

Chama-se “À Quilômetros de Lugar Nenhum”, e foi gravado de forma independente. Deu à banda notoriedade, especialmente devido ao democlipe da música Anteontem, indicada para concorrer ao VMB do ano 2000.

O sucesso levou à banda a gravar o álbum CPM 22, agora por uma grande gravadora, a Abril Music, relançando algumas músicas já conhecidas do álbum anterior, como “Regina Let’s Go” e “Anteontem”, agora, para o grande público. O álbum obteve um Disco de Ouro, devido à venda de 100.000 cópias.

O terceiro álbum, entitulado “Chegou a Hora de Recomeçar” trouxe diversos novos hits aos fãs, entre eles, “Desconfio”, “Dias Atrás”, e “Não Sei Viver Sem Ter Você”.

Em 2005 foi lançado o álbum “Felicidade Instantânea”, mais uma vez popularizando diversas músicas, como o hit “Um Minuto Para o Fim Do Mundo”, “Apostas e Certezas”, e “Irreversível”. Neste ano venceu o VMB na categoria Escolha da Audiência com “Um Minuto para o Fim do Mundo, assim como o clipe de “Irreversível” venceu o prêmio de melhor clipe de Rock.

Em 2006 veio o momento da banda lançar o primeiro cd ao vivo, o “MTV ao Vivo”, onde lançaram a música “Inevitável”, que venceu o VMB na categoria de Melhor Performance ao Vivo.

No ano seguinte, a banda lançou seu álbum mais denso, o “Cidade Cinza”, mais mais politizado que os anteriores, e provavelmente por isso, um álbum com menos hits emplacados em rádios.. As principais músicas desse álbum foram “Estranho no Espelho” , “Escolhas, Provas e Promessas” e “Nossa Música”.

Cidade Cinza foi o último ábum lançado pela Abril Music. Depois de anos sem lançar álbuns novos, CPM 22 voltou a agir de forma independente, em 2010, apresentando então o álbum “Depois de um Longo Inverno”, uma síntese do tempo em que ficaram afastados do mercado fonográfico, devido a conflitos de interesses com sua antiga gravadora, encontrando assim algumas das dificuldades que enfrentaram no início de sua carreira. O álbum, inclusive, é um retorno da banda às suas raízes iniciais. Em menos de um ano no mercado, o álbum lançou hits como “Vida e Morte”, e “Hospital do Sofredor”.

Carisma e identificação talvez sejam as maiores marcas da banda. Com letras de fácil assimilação, porém, com maior profundidade do que costuma-se ouvir em bandas de rock voltadas ao público jovem, o grupo fala de sentimentos facilmente identificaveis e reconheciveis em qualquer pessoa. A voz única de Badauí, aliada a sua empatia com seu público também favorecem o sucesso sólido da banda.

CPM 22 amadureceu com o passar dos anos sem mudanças brutais em seu estilo, porém, nunca deixando de colocar novos elementos em suas músicas, dispondo sempre de diversas influências.

Seu público, que cresceu junto com a banda, continua fiel, angariando também inúmeros outros novos admiradores. Ao que tudo indica, ainda há uma longa e promissora estrada diante do grupo.

TOP 10 

1 – Últimas palavras 

Música integrante do primeiro álbum da banda em uma grande gravadora, ressalta a característica sensível de suas letras, um tanto carentes. Som agradável, fácil e romântico, é minha música favorita da banda.

2 – Broto Legal 

Já havia encontrado essa música cantada por Marjorie Estiano, e inclusive, coloquei-a no meu top 10 da cantora. Como gosto muito de covers, e especialmente de releituras de músicas em novos estilos, acho válido mostrar a versão desta canção pela banda de hardcore melódico.

3 – Hospital do Sofredor 

Uma música que ilustra talvez o retorno da banda, após um longo período de dificuldades. É uma música animadora, ligeiramente triste e nostálgica, que prenuncia um futuro mais leve, renovado, onde novas batalhas serão travadas.

 4 – Nossa Música 

Som bem característico de bandas hardcore voltadas para um público mais teen, com letras voltadas para relacionamentos terminados, perdas e abandonos. CPM 22 quebra algumas barreiras por ser capaz de proporcionar letras mais profundas e originais a melodias cativantes.

5 – Tarde de Outubro 

Talvez um dos primeiros sons que fez com que a banda me cativasse, é uma música que fala basicamente sobre fim, espera, e recomeço.

6 – Irreversível 

Outro som que fala sobre fim e saudades. Outro hit cativante, e bem característico da banda. O som do CPM 22 mostra-se sempre único, e facilmente distinguível de qualquer outra banda.

7 – Inevitável

Fruto do álbum MTV ao Vivo, é uma performance extremamente marcante, e uma das melhores músicas do CPM 22. Só não está em primeiro lugar por não possuir uma versão em estúdio, que seria excelente.

8 – Regina Let’s Go 

Um dos primeiros hits a lançar o CPM 22 para o grande público. As letras diferenciadas e a voz característica de Badauí foram registradas e marcadas a partir desta canção.

9 –  Apostas e Certezas 

Música otimista, pra cima, fala um pouco sobre a superação de mágoas, medos e conceitos antigos. Como de costume, a música fala sobre recomeço, volta por cima. Hit animado, agradável.

10 – Vida e Morte 

Vida ou morte marcou o retorno da banda, e com uma temática semelhante à música Hospital do Sofredor,  e fala sobre um retorno sem ilusões, sobre a energia, fé e união necessárias para seguir em frente e jamais esmorecer. O retorno do CPM 22 depois de um longo período ausente, que deixou bem claro que essa volta tem tudo para ser permanente.

HÁ: https://www.facebook.com/note.php?note_id=391967677514314

Enrique Coimbra – O Jovem do Lado B

Um dia, o jovem Enrique decidiu transformar todas as suas angústias e medos pertinentes à adolescencia em produtividade. Com isso, nasceu a série literária Lado B, e o personagem Éron. Uma espécie de herói nerd, o rapaz vive todas as aflições relativas a transição da infância para a fase adulta: amizade, sexualidade, cultura pop, aventura, relacionamento familiar – tudo isso é encontrado na criação do jovem artista, e fica dificil não se identificar com Éron e todos que o cercam. Cheio de referências ao universo jovem, Enrique faz, com habilidade, com que o leitor sinta-se inserido em Lado B. Mesmo se passando na fictícia cidade de Dourado, interior do Rio de Janeiro, os sons, imagens, texturas e informação pertinentes à juventude que o autor descreve fazem com que a visualização das descrições do autor tornem-se incrivelmente fáceis Criada para possuir quatro volumes – ou temporadas, como denomina o autor – Lado B teve sua terceira parte disponibilizada gratuitamente na internet no final de 2011, assim como as duas anteriores. A cada ano, Enrique mostra seu desenvolvimento técnico e sensitivo para fazer com que o leitor crie empatia com seus personagens. Abaixo, segue entrevista com este jovem e talentoso escritor, seguido dos links para download de sua obra.

Do primeiro Lado B ao terceiro, quais você considera as evoluções mais visíveis na sua escrita, em relação à técnica?

Acho que minha capacidade de descrever o que tá acontecendo, inclusive dentro do Éron, foi minha maior evolução técnica. Pude intensificar o relacionamento do protagonista com o mundo ao redor dele e expor isso de maneira que convença o leitor a sentir tudo isso junto.

O Éron é claramente um personagem que tem muito de você, e talvez de outras pessoas. Quais outros personagens da história possuem essa característica?

Todo mundo tem um pouco de mim. Éron tem muito mais coisas em comum porque, antes mesmo de se tornar Lado B, era uma autobiografia de meu relacionamento feioso com minha ex. Isso há muitos anos. Hugo tem minhas antigas neuras sexuais e o gosto pra jogos, e é baseado no primo de um colega. Helen foi, realmente, uma amiga que fez um monte de coisa comigo. Ana é o retrato cuspido de outra grande amiga, que nunca cheguei a namorar. Tudo que eu escrevo é baseado numa vivência, seja de uma noite ou de uma vida.

Por que você optou em fazer com que o Éron lidasse com a morte no terceiro volume de Lado B?

Morte remete a desapego, evolução, mudança e a terceira temporada é fundamental pro que está por vir na quarta e última ― será? ― temporada. Não foi uma decisão avulsa, mas um esboço do que ele vai ter de enfrentar daqui pra frente, emocional e racionalmente.

Qual foi o momento vivido por Éron mais difícil para você escrever, e por quê?

Lidar com o vício de Marco por situações perigosas. Tive uma amiga envolvida nisso e fiquei na dúvida se deveria ou não contar pros responsáveis dela o que estava rolando. Nunca tive coragem, fui covarde. Não deixei o Éron fazer o mesmo. Pra tomar essa decisão e envolver esse assunto, tive de respirar fundo e refletir sobre as coisas que eu faria diferente. E sem enrolar muito.

Muitas pessoas já se acostumaram a ler mais uma parte do Lado B no final do ano, e provavelmente sentirão falta dele ao fim de sua saga. Quais seus planos literários pós-Lado B?

Já estou com o projeto de uma nova série de livros, também falando de jovens, mas com um foco direto pra publicação física. Não quer dizer que eu não vá lançar na internet, mas o foco, desde o assunto até a narrativa e personagens, será para o “grande público”. Também tenho projetos beeeem desfocados para uma fantasia, mas isso é mais pra frente.

The O.C é uma clara referência à sua série, assim como diversas descrições e citações que dão ao Lado B sua identidade. Quais outras referências literárias ou obras da TV e cinema te inspiram para criar as tramas da série?

A série de livros Gossip Girl possui uma narrativa sem igual, me inspira bastante. Cinema e TV me influenciam muito mais, talvez por eu enxergar meus textos como se fossem reais, como se estivessem em movimento e desejar passar isso pro leitor (por isso chamo os volumes de “temporadas” e adoro uma trilha sonora de bônus). Vai desde a capa até chamar os capítulos de episódios. Na lista, temos Dawson’s Creek e Hidden Palms na TV e Shelter, filmes adolescentes dos anos 80 e muito rock, do indie ao new metal.

Você falou a respeito de homofobia no terceiro volume do livro, especialmente em uma cena cruel em seus detalhes, onde Éron é espancado de forma tão covarde. Você presenciou esse tipo de violência (verbal, física) de perto? Por que achou importante falar a respeito de forma mais ampla neste volume?

Eu vivi isso. Nunca fui alvo de violência física e, depois de certa idade, não deixei a violência verbal me atingir, mas, no ensino médio, uma travesti de 16 anos se matriculou. Junto com dois amigos, também gays, foram alvos de todo tipo de zoação possível. Comecei, então, uma campanha no colégio envolvendo teatro, palestras e tardes de poesia pra ver se o povo pentelho dava um tempo pra galera. Discutíamos sobre respeito e futuro e, aos poucos, fomos mudando as nossas mentes, nossos preconceitos. Eu seria estúpido se em nenhuma temporada desse luz pra isso. Artistas, de modo geral, têm obrigação de criticar o que está errado por aí.

Fale um pouco a respeito do personagem Daniel; como foi sua concepção, e o que ele representa na vida do Éron.

Desde o começo ele tinha a base dele: perfeição. Queria trabalhar o conceito de como o perfeito não é perfeito. Ele é um cara maravilhoso, com um passado muito sofrido, sozinho no mundo (já leu em algum lugar que ele vive saindo com os amigos? Na balada ele tá sempre acompanhado?) e vê no Éron uma chama diferente. Se agarra a ele com tudo e, pra soltar, é capaz de virar um monstro. Ainda mais se tiver de competir com Hugo. Pra mim, ele é um grande Bruce Wayne ruivo onde, por trás dos montes de carne malhada, esconde um garotinho traumatizado com medo de perder a única coisa que fez sentido real pra sua vida. Ele vai ser mais bem explorado na quarta temporada.

Existem planos concretos de publicar Lado B em uma editora?

Não. Acho que a primeira temporada é imatura e, como eu disse na introdução da terceira temporada, seria besta reescrevê-la. E, cá entre nós, seria um pouco difícil correr atrás de uma publicação com um tema desses, de público alvo complicado e por conter mais de um volume. Se acontecer, ótimo, mas não tenho nenhum plano pra isso.

Você é muito criativo, e expressa seus pensamentos de várias formas. Qual o peso da escrita na sua vida, entre todas essas formas de arte?

É a mais tangível forma de me expressar. Tenho o teatro (preciso de um palco), o sapateado (preciso de um palco com chão apropriado), o canto (preciso de um monte de equipamentos) e o desenho (preciso de paciência). Escrever é o mais fácil, de apresentação e retorno imediato (só preciso de um computador).

O Ironias Sociais e Tais trouxe uma certa exposição de sua intimidade na internet. O que fez você tomar a decisão de abrir sua vida de forma tão explicita, e quais foram as conseqüências disso?

Acredito que minhas experiências podem ser as mesmas de um monte de pirralho louco pelo Brasil, por isso abri minha vida. As consequências são vários e-mails cheios de amor, de pessoas que agradecem por eu ter dito algo que elas precisavam ler. Às vezes, uma palavra pode mudar tudo. Tem quem odeie, mas pra esses a gente levanta o dedo médio e sai rebolando feliz. O meu site não vai até ninguém, as pessoas vão até ele.

Você, de certa forma contribui com muitos adolescentes que passam por dilemas semelhantes aos de Éron. Não somente acerca da sua sexualidade, mas o Éron carrega angustias pertinentes a qualquer adolescente, e se tornou até mesmo um herói. Você já teve o retorno de algum leitor em relação a essa característica do texto?

Sempre. Até hoje. Alguns leitores já viraram amigos mais íntimos. Como eu disse, um artista deve estar falando dos problemas e tentar oferecer soluções sempre, pois o mundo só vai caminhar se todo mundo der as mãos. Não quero que meu discurso pareça comercial da Sadia no fim do ano ou a vinheta nojentinha da Globo com o Roberto Carlos, mas é minha grande verdade. Se eu estivesse passando pelo que passei antes e quando comecei a série, e tivesse lido a mesma, eu teria suportado tudo melhor.

Obras geralmente falam por si mesmas, e não são tão unilaterais para que façamos um resumo delas. Ainda assim, faça uma conclusão a respeito do que representa Lado B e Éron para você.

Pra mim, Lado B é muito mais do que Éron. Lado B é o total, todos aqueles personagens e situações que, juntos, formam o meu sonho. Meu sonho de compreensão, de expressão, de ajuda, de apoio, de risadas, de lágrimas, de um monte de coisas. Lado B é minha primogênita, meu Reflexo, meu elo comigo.

Fale a respeito de seu personagem favorito além de Éron, e sua cena favorita até agora, e por quê.

Hugoooo! Ele é tão complexo que me dá vontade de escrever um volume pequeno só pra mostrar o ponto de vista dele, desde mais novo até agora, desde quando ele constatou que amava o Éron e o que ele passou. Tenho algumas cenas favoritas, como a que abre a primeira temporada e a do Habib’s-pós-balada na terceira. Mas, pra escolher uma, fico com a do Hugo e do Éron no escuro, antes da temporada acabar. Aquela cena me emociona ao extremo. Sério.

Você aprendeu a escrever cenas românticas de uma forma bem primorosa. A cena em que Éron é guiado pela voz de Hugo até encontrá-lo no escuro é uma das mais belas da série. O que te inspira a escrever esse tipo de cena?

Aí, falando nela! Acho que minha vontade de viver algo assim me inspira. Eu só escrevi o que gostaria que acontecesse comigo, de certa maneira. O tal do amor romântico, dos joguinhos de conquista, de olhar a paisagem e se encontrar nu com sua armadura espalhada pelo chão. Eu chorei bastante escrevendo a cena, ao som da música que toca nesse episódio e Infra-Red, do Placebo, que ia entrar no lugar do Jay Vaquer. É minha queridinha.

http://serieladob.blogspot.com/

De mulher sobre mulher, apenas mulher!

Mulher.. como definir?

Não tem definição!

Como definir uma palavra tão pequena,com tantos e ao mesmo tempo nenhum significado? Nenhum significado,não é a falta de importância,jamais!!Mas por terem tantos,faltam palavras e acaba ficando sem uma definição!

Buscamos ao longo do tempo direitos iguais aos dos homens!! MAS NÃO CONFUNDAM direitos iguais,com erros iguais!

Hoje em dia mulheres já são motoristas de ônibus,frentistas de posto e quem diria..jogadoras de futebol!

                                       Modelo de luta e determinação,garra e atitude.

  Atualmente,para muitas pessoas,mulher é sinal de passatempo!

Companhia e curtição por uma noite,beijos por uma semana e depois?Depois passa pro amigo fazer a mesma coisa! E isso fica bem claro em músicas recentes,como essa: “É meu amigo falou que é bom,eu quero pegar também,desculpa falar desse jeito,mas se eu te pegar não conto pra ninguém! Sei que você gosta de negão e quer me pegar também.Não adianta se fazer de santa,conheço o seu tipo não vem que não tem.”

Fica bem claro como é a visão de certas pessoas a respeito das mulheres,mas só cabe a você: ser amulher pegável,de uma noite e nada mais, ou a mulher que todo homem sonha em ter todo dia,a mulher companheira que precisa ser CONQUISTADA e não PEGADA!

Não quer ser tratada como um objeto?Então se dê o valor,antes de cobrar que os outros te valorizem.

Dia 8 de março – dia criado em homenagem à TODAS as mulheres e a TODOS os que se sentem mulheres.. Por que não? Qual o preconceito? Você que se sente como a gente,seja bem vindo ao universo feminino,um mundo complexo e tão fácil de se entender!

Mulheres: seres que já nascem com um instinto maternalcom vontade de cuidar de todos,abraçar o mundo,mas mesmo sem poder,ela está lá defendendo quem ama,com unhas e dentes (desde que não quebre a unha obviamente)..

Seres tão diferentes entre si,que todo mês ficam viradas no samurai e querem matar o primeiro que aparecer na frente ou qualquer pequeno samurai é capaz de ferí-la e magoá-la.. SIM ela vai ficar mal,vai chorar e vai achar que a vida não tem mais solução,mas não se preocupe,no dia seguinte ela estará bem,voltará a sorrir e ser quem sempre foi. (A não ser que ela seja uma TPM ambulante! Aí só tendo paciência e um fone de ouvido.)

 Seja você como for,parabéns pelo dia escolhido pra ser seu,mas não se esqueça,você merece ser lembrada e homenageada SEMPRE.

Jéssica Ferry 

A Vida da Gente – 5 meses depois…

No começo de outubro, escrevi no blog a respeito das minhas impressões a respeito da primeira semana da novela A Vida da Gente, escrita por Lícia Manzo, que pode ser lida aqui: https://btudoecritica.wordpress.com/2011/10/04/a-vida-da-gente/

Nesse post, falei sobre minhas expectativas, receios e preconceitos, e como alguns haviam sido quebrados após a estreia da novela. Falei, entre várias coisas do meu medo, como fã de Manoel Carlos, de inevitavelmente comparar os dois autores.

Porém, embora suas temáticas sejam parecidas, são totalmente diferentes, e não vejo maneiras de comparar os dois autores. A única coisa evidente, é que Lícia Manzo se tornou, rapidamente, uma autora querida do público, tendo seu texto elogiado em diversas mídias sociais.

Grata surpresa, Lícia nos contou uma história em tom introspectivo e melancólico, e revelou que há beleza na tristeza, se soubermos aproveitar os elementos disponíveis.

Ontem, dia 02 de Março, a novela chegou ao fim, depois de pouco mais de cinco meses no ar. Mais curta que o usual, deu continuidade à nova experimentação da Globo de lançar novelas mais curtas, o que até agora, tem se mostrado uma boa escolha – em tempos de informação rápida, torna-se perigoso e pouco recomendado investir em obras extremamente longas na TV. E à despeito de sua audiência modesta, A Vida da Gente foi uma das novelas mais comentadas e elogiadas por crítica especializada e pelos admiradores da teledramaturgia. Foi uma boa novidade, da qual a TV brasileira carecia há algum tempo, fazendo com que o retorno de Lícia Manzo às novelas torne-se aguardado desde já.

Chegou então o momento de fazer um balanço de tudo o que vimos. Embora curta, pode-se dizer que esta singela novela das 18 horas possui muito mais elementos a serem analisados e discutidos do que muitas obras lançadas em horário nobre, e com capítulos numerosos.

Inúmeros são os aspectos que podemos ressaltar: a direção, sempre impecável, minimalista, não cometeu exageros desnecessários. O elenco, que pegou facilmente o tom introspectivo do texto, e não puniu o público com histeria ou excesso de drama. O drama estava no texto, e o elenco como um todo soube exprimir isso da forma que a trama pedia.

Dispensou tragédias, vilanias, ganchos tensos, embates violentos. Foram mais de cem capítulos com um único tapa na cara, desferido por Iná (Nicette Bruno) em Eva, (Ana Beatriz Nogueira) momento que provou ser extremamente desnecessário. A Vida da Gente provou o que há muito se sabe: as palavras podem ferir muito mais. Foram diversos momentos em que foi possível constatar tal certeza. O maior foi, provavelmente, o embate entre Manuela (Marjorie Estiano) e Ana (Fernanda Vasconcellos). Quem acompanha a novela desde o início e conhece a relação íntima de amor e amizade que as irmãs compartilhavam ficou surpreso e chocado com tamanhas palavras dolorosas que ambas proferiram uma para a outra, em uma das, se não a melhor e mais marcante cena da novela, muito elogiada. Não disseram nem mais nem menos. Disseram o necessário, para que o público pudesse entender o tamanho de suas mágoas. “Magoada? Magoada é pouco, eu estou destruída”, disse Manuela para a irmã, que rebateu, exprimindo o que muitos imaginavam que Ana sentia: “Essa casa deveria ser minha! Essa vida deveria ser minha! E a Júlia é minha filha, não é sua filha!”

Os diálogos eram geralmente enxutos e precisos. Sem floreios, porém, muito ricos. Os personagens costumavam ser extremamente francos, e constantemente compartilhavam o que sentiam, o que pensavam, como enxergavam a vida em determinado momento.

Outra característica louvável de A Vida da Gente foi o bom uso de suas protagonistas. Na ausência de um vilão que roubasse cenas, Ana e Manuela foram protagonistas absolutas, e fizeram jus aos seus papéis, cada uma a seu modo, fazendo uma dupla de irmãs inesquecível. Uma dupla que deu certo desde o primeiro capítulo. Falar da atuação de Marjorie Estiano torna-se até redundante. Sempre segura, intensa e comedida, Marjorie é sempre um deleite em cena. E Fernanda Vasconcellos tem sido uma boa surpresa, ao mostrar-se uma mulher totalmente diferente da menina que protagonizou Malhação. Onde muitos desistem, essa atriz persistiu, e conseguiu provar que possui talento e força de vontade. O carisma das duas era tão grande, que Rodrigo (Rafael Cardoso) pareceu perder espaço para elas, especialmente por conta das atitudes do personagem: o rapaz deu, ao longo da trama, inúmeras demonstrações de covardia e fraqueza, agindo por impulso sempre, raramente tomando uma decisão madura.

Vale ressaltar que, ao contrário do que muitas pessoas diziam, A Vida da Gente era sim, uma novela ágil. Suas diversas passagens de tempo impediam que a novela caísse em um marasmo de cenas repetitivas e desnecessárias, algo que passou a acontecer apenas em sua reta final, onde já havia pouca coisa nova para contar. Mas A Vida da Gente mantinha sempre o foco no essencial, no que valia a pena ser contado. Essas passagens de tempo, no entanto, foram desfavoráveis para ajudar o público na escolha da favorita para Rodrigo (Rafael Cardoso). Seu namoro com Ana foi muito curto, assim como o relacionamento de Ana com Lúcio. Não houve convivência suficiente para ajudar o público a decidir de que lado estava, o que não aconteceu com Manuela e Rodrigo. Seu casamento de cinco anos, mostrado em pouco mais que três capítulos conseguiu mostrar, nas imagens, e cenas que indicavam passagem de tempo, como aquele laço de amizade e cumplicidade se tornou forte com o passar do tempo. Ficou inquestionável que, para Ana, seria muito difícil recuperar o amor que perdera por causa de seu coma.

Saíndo do eixo principal, embora as histórias estivessem todas primorosamente entrelaçadas, conhecemos outros personagens fabulosos: Lourenço (Leonardo Medeiros) como o sensível e generoso, porém inseguro e mal resolvido professor de literatura, em uma das mais interessantes evoluções da novela, Dora (Malu Galli), a mulher que abdica da vida profissional para ser mãe e esposa e sente-se frustrada, Vitória (Gisele Fróes), no papel da mulher que escolheu a frieza como estilo de vida e deu a isso o nome de foco profissional. Temos ainda a sarcástica e ácida Nanda (Maria Eduarda), rebelde, irresponsável, porém, adorável, Celina (Leona Cavalli), a doce pediátra que sonha em ser mãe de família, e acaba conseguindo, de forma não tão ortodoxa, sendo talvez um dos maiores exemplos da família moderna apresentados na novela. Luis Serra e Claudia Mello provando que um romance da terceira idade pode ser tão encantador e charmoso quanto um romance jovem, através dos personagens Wilson e Moema, e temos também o fleumático e sofrido Lúcio, vivido pelo ator Thiago Lacerda, que viveu um de seus papeis mais substanciais na TV, depois de inúmeros galãs.

Impossível também não citar as crianças carismáticas, Jesuela Moro, Kaic Crescente, e Victor Navega Motta, respectivamente Júlia, Thiago e Francisco.

Os elementos dispensáveis da novela não chegaram a ser prejudiciais para a história, e nem prejudicaram a clara e concisa mensagem que a autora queria transmitir: que o tempo muda tudo constantemente, e que estamos, por muitas vezes, abaixo dos nossos desejos, dos nossos planos, o que não significa que não possamos ser felizes com isso, descobrirmos novos caminhos, novas oportunidades.

As observações à novela ficam por conta de alguns detalhes, que fizeram com que a trama se tornasse um pouco arrastada em sua reta final: excesso de cenas onde os personagens desabafam e trocam suas impressões uns com os outros, a linearidade de alguns personagens, que em determinado momento pararam de se transformar, como foi o caso de Eva, Vitória e Jonas (Paulo Betti).

Algo que me incomodou desde o começo da novela, e que parecia comprometer o compromisso com o “realismo” era o esoterismo da Iná. Embora faça parte do cotidiano de muitas pessoas, o fato da personagem ser sensitiva e prever tanto o acidente quanto o retorno de Ana pareceu destoante e desnecessário, tanto que nunca mais foi citado após o retorno de Ana.

O coma de Ana perdurou um pouco além do necessário, tornando as cenas em que ela estava presente ligeiramente angustiantes e até mesmo mórbidas. Principalmente as em que Eva, já desiquilibrada, conversava com a filha, como se ela estivesse consciente. O teor da conversa era doentio, e a constante imagem de Ana inerte e pálida realçavam esse aspecto desagradável.

A presença de alguns personagens pouco interessantes ou carismáticos, e a quantidade de investimento neles também pareceu desnecessário, como Gabriel (Eriberto Leão), que inclusive, ganhou muitas cenas no capítulo final, e Mariano (Francisco Cuoco), cujo envolvimento com Vitória serviu apenas para castigar a arrogância da treinadora.

A última semana foi preenchida com uma série de cenas dispensáveis, que poderiam ter rendido em tempo para foco nos protagonistas. Isso aconteceu inclusive no último capítulo, onde cenas longas envolvendo Gabriel e Manuela, ou Marcos e Dora, tiraram espaço para assistirmos uma reconciliação mais detalhada e comovente entre Manuela e Ana, e entre Manuela e Rodrigo. Esses detalhes, no entanto, não desmerecem os méritos da novela, e nem da equipe envolvida. Foi uma trama comovente, que emocionou o público com inúmeras cenas comoventes e divertidas. O primeiro beijo entre Ana e Rodrigo, o acidente de Ana, Manuela e Júlia, o nascimento do amor de Manuela e Rodrigo através das passagens de tempo, o despertar de Ana, ou quando Ana descobre através da mãe que Manuela é então casada com Rodrigo, a discussão de Ana com Manuela, o término do relacionamento entre Dora e Marcos, Wilson declarando-se para Moema na faculdade, e o desfecho dos personagens ao som de Oração ao Tempo, interpretada por Maria Gadú.

Uma novela que vai permanecer por muito tempo na memória afetiva do público, que certamente, começou hoje a contagem regressiva para o retorno de Lícia Manzo.

Fotos: Reprodução/TV Globo

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